No ultimo FOE 1, Henry Jenks criticou o termo viral. Trocando em miúdos, disse que tinha conotação pejorativa pois algo viral depois de adquirido era refutado o mais depressa possível. Além do que, o “infectado” fica passivamente sujeito a informação.
Segundo Jenks uma mídia eficaz exige um grau de envolvimento maior que o necessário para o simples encaminhamento. Acabou cunhando um novo termo: spreadable, ou espalhável. E disse mais: Se não for espalhável não serve pra muita coisa.
É… . Mas, será que tudo que é espalhável serve realmente pra algo além de encaminhar?
Tenho a impressão que Jenks deveria anexar ao novo termo o adjetivo idiotizante, ou idiotável. Ou algo do gênero.
Isso porque boa parte da rede hoje se comporta como um grande ventilador que recebe colheradas recheadas de idiotices2. Assim sendo passamos boa parte do tempo “tocando bosta na internet”.
Isto sim; é expalhável!
1- Futures of Entertainment 3 que ocorreu no MIT no último outubro.
2 – Isto não exclui este texto.
Mas é preciso também prestar atenção no que se diz sobre espalhar. O fato de espalhar, pode ser entendido também como dividir, nesse caso, tu acha no mínimo que aquela coisa vale ser passada adiante. Mas como estamos falando de internet, acabamos sendo mais frouxos com nossos critérios de ‘algo que vale passar a diante’. Aí eu volto a pensar na efetividade de ações realizadas na internet, é claro, no que toca a publicidade.
Mas é claro, tem muita bobagem na internet, mas isso tb faz parte na natureza ‘democrática’ da rede.
Cara, te citei lá no meu, abraço.