Curto muito consumir publicidade. Todo o dia varro meu agregador com tudo que pipoca em Londres, Argentina, Dubai, Holanda, Colômbia… .
Não faço pra catar referencias. Tenho convicção de que isso me deixa mais esperto, desenvolve minha capacidade de síntese e assim fico mais suscetível a insights. Mas definitivamente a publicidade não me ensina a pensar em profundidade.
Um bom exemplo disso é o episódio 23 do Magaiver – Profissão perigo. Aquele em que nosso herói bola uma mina terrestre com um spray de AXE e uma Havaiana azul.
Provavelmente o que livrou sua pele dos russos não foi ter jogado o The Dark Temptation ou saber qual é a sandália que todo mundo usa. No aperto; é bom ter uma boa bagagem de referencial teórico, horas de estudo da tabela periódica1 e, às vezes, até a tabuada ajuda a concatenar dados e bolar algo criativo e principalmente eficiente.
Deve ser por isso que tanto tem se escutado MIT , (Mythological Institute of Trends ), pra cá e Inter-Meios pra lá. Sitesinhos cool e Archives, (Archaics), pasmem, não solucionam mais tudo.
Muita gente incorporou a instantaneidade da web esquecendo que a busca por chamar atenção nesse meio pode ser bem complexa. Estamos falando em medir, interagir, testar, furungar, engajar-se… . Ou seja, buscar respostas e não mais sacadinhas.
Também não é no camalhaço de feeds, blogues e twites que estão todas as respostas. A internet nos enfia goela a baixo o agora nos fazendo esquecer que muitas das respostas estão bem descritas e registradas no passado:
“Essa nova democracia teria a forma de um grande jogo coletivo, no qual ganhariam (mas sempre provisoriamente) os mais cooperativos, os midas urbanos, os melhores produtores de variedade consonante… e não os mais hábeis em assumir o poder, em sufocar a voz dos outros ou em captar as massas anônimas em categorias molares.” (LEVY, Pierre. A inteligência Coletiva. P. 67)
Taí o freemium. Descrito há 6 anos.
1- Tá bem. Nessa eu exagerei. Mas Pareto, por exemplo, safou Chris Anderson, pelo menos, até a Anita Elberse cortar sua cauda.
cara, concordo em parte contigo. já foi o tempo em que uma boa idéia era suficiente, mas ainda não podemos decretar o óbito da criação. agências que só pensam em planejamento muitas vezes criam trabalhos que são um porre. não é um caso de oito ou oitenta. boas campanhas, pra mim, unem planejamento fulminante com criação do caralho.
abraço.
Tem uma coisa interessante nesse excerto do Levy, a web é colaborativa, o mais próximo de esfera democrática q existe hj, e é esse fator chave pra entender o porque-o que-funciona-na-web-funciona, é fundamental colaborar com a rede, e esse não é um processo vertical, com o qual a publicidade está acostumada, é por isso que publicitários acabam se apegando tanto a modismos, pq ainda estão em território pouco explorado.
McGyver não foi nenhuma weblebrity, até porque não chegou nem perto de Chuck Norris. Contudo, ao tirar leite de pedras russas (sem consultar o oráculo pós-moderno) ele incorporava um certo capitão azul. O conjunto destes mais o Rambo, bandeiras tremulando, e mais uns outros são um baita case de marketing de um tempo em que desodorantes e computadores ainda não eram fabricados por tigres asiáticos.