Eu contei. Contei quantas vezes tive contato com a marca Google em uma tarde de trabalho. Foram 37 vezes que abri o Chrome, usei 15 vezes o buscador e escutei 4 vezes:”Põe no Google!”. Só nesse texto já usei 6 vezes a palavra Google, (Ops! Mais uma vez!).
Ao assistir a animação promocional do Project 10100 bolada para comemorar seus 10 anos, o que mais me chamou atenção foi a ausência de sua célebre assinatura. No final do vídeo aparecem só o título do projeto e a altruísta frase: “May Those Who Help The Most Win”.
Pode-se argumentar que todo mundo já sabe que o vídeo se trata de mais uma sacadinha Google e que assinar o trabalho seria desnecessário. Pode até ser. Mas, sem julgo de mérito à iniciativa, acredito que este detalhe seja mais uma estratégia visando agregar associações diferentes à marca, do que um mero descuido. A ação quase anônima carrega certo ar de “Dar, sem pedir em troca”. Outro exemplo desse posicionamento, “do bem”, é o blog Too, de Sergey Brin, falando sobre problemas de saúde em sua família.
Marcas de tecnologia angariam equity com pesquisa, inovação e design. O Google está buscando adquirir um mind share diferente da concorrência.
Se marca é tudo aquilo que seu nome remete ao consumidor. O Google busca associações que vão além de: sistema de busca, informação, rapidez, tecnologia e todo o léxico de palavras, das quais, nosso cotidiano já está saturado
Essa surpreendente estratégia de posicionamento se torna ainda mais meritória ao transformar um caso de super exposição de marca em um canal para disseminação de valores úteis para a sociedade.
