Assisti um dia destes um vídeo onde Kotler fala em aprisionar nanosegundos da atenção do consumidor ao mesmo tempo em que falava de experiência de marca. Deste contraponto, entre apresentar-se e dizer pra que veio em uma fração de tempo tão ínfima, surgiu a idéia de transportar este desafio para a internet, onde os recursos presentes no espaço físico, (texturas, odores, gostos, luzes, seres humanos…), estão ausentes.
Exemplos de pontos de venda que se esforçam para preencher a enorme lacuna existente entre o querer e o pagar para ter fornecendo ao consumidor um ambiente coeso com o posicionamento adotado pela marca não nos faltam. E colecionar ações web que forneçam uma experiência on-line de qualidade e que pelo menos não contenham somente interações puramente reativas tem sido minha diversão predileta.
Das ações web voltadas a gerar esse tipo experiências, a que mais me chamou atenção ultimamente foi o Jogo da Verdade Sprite, desenvolvida pela RMG. Além de presentear o visitante com uma seção do momento mais esperado nas festas adolescentes, o joguinho de certa forma brinca e tira proveito do aspecto anônimo da web. Se o barato de girar a garrafa na vida real é obter a verdade nua e crua, quanto passamos isto para um ambiente onde o anonimato impera o resultado é um experimento que usa as regras tradicionais da brincadeira, porém temperado de um despojo e descomprometimento muito maior. E ainda tem tudo a ver com o “As coisas como são”.
Se as marcas hoje são grãos de areia voando na tempestade de informações da rede, as que conseguirão ser percebidas por um pouco mais que alguns nanosegundos serão aquelas que acertarem o olho do consumidor.
