Quando Luli Radfaher falou sobre o Arduino, muito da gauchada presente no ultimo F5[1]deve ter ficado meio teatina querendo saber de onde esse vivente foi catar essas coisas.
O fato é que, embora, Luli seja na realidade um holograma projetado aos dias atuais de seu R2d2 do ano de 2050, não estava querendo impressionar fazendo pura futurologia.
Falava sobre customização molecular. Não queremos ter um smartphone. Queremos o nosso smartphone.
Projetos como o Arduino ou o a idéia dos spimes, que Bruce Sterling imagina no livro Shaping Things, falam de tecnologias que migram para o hardware o que os softwares já vêm fazendo há muito tempo.
Dizemos ter um Facebook, enquanto que, na real, temos um perfil lá. Dizemos: Me cola aí teu Orkut. E recebemos uma imagem do ego do sujeito.
Produtos ditos “conscientes” são revolucionários quanto ao impacto que causaram nos processo de produção praticados hoje.
Mas tenho a impressão que não entregam maior sensação de pertencimento á rede social que um set no Igoogle, uma rádio no Last, meu Myspace ou mesmo meu AllStar com a imagem de Nossa Senhora das Graças pintada a mão.
Posted by jrbenk 
